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O primeiro caso de dengue registrado em 2014 no Rio Grande do Sul, confirmado após uma mulher ter contraído a doença fora do estado, é encarado como um alerta pelas autoridades. 

O aumento das temperaturas e o período de chuvas exigem um maior cuidado na prevenção à dengue no verão. A Secretaria Estadual de Saúde (SES), através do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), recomenda algumas medidas que evitam a proliferação do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti. Esse pernilongo é escuro, com faixas brancas nas patas, tem por hábito picar durante o dia e é encontrado geralmente em áreas urbanas. 

A fêmea deposita seus ovos em recipientes com água, mesmo que em pequenas quantidades. Por isso, a principal recomendação é evitar esses criadouros, através de medidas como: 

– Fechar as caixas d’água, tonéis e latões 
– Guardar pneus velhos em abrigos 
– Colocar embalagens de vidro, lata e plástico em uma lixeira bem fechada 
– Limpar com escovação os bebedouros dos animais 
– Manter desentupidos os ralos, calhas, canos, toldos e marquises 
– Manter a piscina tratada o ano inteiro 
– Guardar garrafas vazias com o gargalo para baixo 
– Não acumular água nos pratos com plantas, enchendo-os com areia 
– Colocar areia nos cacos de vidro dos muros 

Ao todo, o Rio Grande do Sul apresenta no momento 118 municípios infestados pelo 
mosquito (veja o mapa). São considerados infestados os municípios que registraram nos últimos 12 meses focos do inseto. Em 2013, o Estado registrou 424 casos da doença, dos quais 229 são autóctones, ou seja, a pessoa foi infectada dentro do RS. Neste ano, um caso de dengue (importada, contraída fora do Estado) foi confirmado em Gravataí.

Investimentos no combate

O combate à dengue integra um dos eixos das ações da SES no programa Verão Numa Boa para esta temporada. Nele, foram investidos R$ 3,2 milhões em 157 municípios (veja a lista dos beneficiados). O recurso visa a intensificação das ações de prevenção e controle do Aedes aegypti. 

Foram priorizados os municípios infestados pelo inseto, ou que tenham registrado circulação da doença nos últimos anos, ou que sejam fronteira internacional ou com variação populacional sazonal (incluindo os balneários). Os repasses poderão ser empregados para a ampliação da estrutura, constituição e manutenção das equipes de campo e demais ações preconizadas pelo Programa Nacional de Controle da Dengue.

Mais informações

Como é o mosquito da dengue? 
O inseto é um pernilongo escuro com listras brancas e tem por hábito picar durante o dia. 

Como o inseto é infectado? 
O Aedes aegypti somente se infecta com o vírus da dengue ao picar uma pessoa com a doença, então o mosquito passa a transmitir o vírus. 

Quais os principais sintomas? 
A dengue clássica se manifesta assim: 
99% das pessoas apresentam febre durante cerca de sete dias com início abrupto. 
60% têm dor de cabeça frontal severa, dores nas articulações e músculos. 
50% têm dor atrás dos olhos (retro-orbital); 
50% têm prostação, indisposição, perda de apetite, náusea e vômitos. 
25% têm manchas vermelhas no tórax e braços. 

Importante 
A Dengue se diferencia de resfriados e gripes por não apresentar sintomas respiratórios. 

Há tratamento para a doença? 
Não existe tratamento específico. Diante a mínima suspeita de dengue não utilize medicamento a base de ácido acetil-salicílico. Beba bastante água e consulte um médico. 

Existe vacina contra a dengue? Quantas vezes a pessoa pode ter a doença? 
Não existe vacina. Existem quatro tipos de vírus (Den 1, Den 2, Den 3 e Den 4), pode-se adoecer por cada um dos vírus circulantes que está no mosquito, então, quatro vezes. Cada tipo confere imunidade.

Fonte: Reprodução G1 RS/ Sec. Est. de Saúde