O termo “apadrinhamento” remonta ao Séc.II, hoje em dia é utilizado para denotar a ação de alguém que seja padrinho ou madrinha, ambos indivíduos que se comprometem a cuidar de um ou mais menores de idade. Com este ideal em destaque está sendo formalizado pela Prefeitura Municipal de Cruz Alta através da Secretaria de Desenvolvimento Social o “Programa de Apadrinhamento Afetivo”.
O programa vai viabilizar que padrinhos e madrinhas afetivos passam a ter contato com crianças com vínculos familiares rompidos e em situação de acolhimento institucional no Lar João e Maria de nossa cidade. A relação entre o padrinho e o menor de idade proporcionará, sem implicar qualquer vínculo jurídico, de que a criança ou adolescente passe algum tempo com o responsável com o objetivo de auxiliar e acompanhar a vida deste afilhado. O padrinho poderá levar o menor para passear, acompanhar nas tarefas da escola, levá-lo ao médico e ao dentista e realizar brincadeiras em dias de visita ao abrigo.

O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê no artigo 4° que “é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e a convivência social e comunitária”. Segundo a Secretária de Desenvolvimento Social Denise da Silva a referência à uma pessoa fora do ambiente institucional como um padrinho ou madrinha tem demonstrado, em outros locais no país, ser uma vivência e convivência enriquecedora para ambos os lados. “A vinculação afetiva estabelece relacionamentos estáveis e duradouros que virão a tornar-se referenciais familiares e sociais para suas vidas, evitando o sentimento de solidão, muito comum nos jovens em situação de abandono” -destaca.
Compete à SMDS encaminhar os candidatos ao cadastramento, além de articular e coordenador todo processo de apadrinhamento afetivo. A equipe da Secretaria deverá, também, informar ao Juizado da Infância e Juventude quaisquer eventuais inadequações de atitudes dos padrinhos, madrinhas e afilhados. Para se candidatar ao Programa alguns critérios devem ser respeitados, entre eles: Ter mais de 21 anos (respeitando a diferença de ser 16 anos mais velhos do que a criança ou adolescente); Participar das entrevistas e reuniões com a equipe técnica do projeto; Ter disponibilidade de tempo para participar efetivamente da vida do afilhado (visitas ao abrigo, a escola, passeios, etc). Mais informações sobre o Programa de Apadrinhamento podem obtidas na Secretaria de Desenvolvimento Social, rua Procópio Gomes, 871 ou pelo fone 3322-8696.

Fonte: @scom – Pref. Mun. Cruz Alta.