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Cuba comemora nesta sexta-feira o 60º aniversário do fracassado ataque de Fidel Castro ao quartel de Moncada, ação considerada como o início da revolução cubana.
O presidente Raúl Castro deve discursar durante a cerimônia, que acontece na cidade de Santiago, leste do país. Milhares de pessoas estavam reunidas numa praça do lado de fora do Quartel de Moncada, ainda marcado por buracos de balas do fracassado ataque.
Raúl Castro, irmão mais novo de Fidel, assumiu o governo do país em 2006 e têm colocado em vigor uma série de reformas sociais e econômicas, dentre elas o relaxamento das restrições para viagens e a abertura limitada para pequenos negócios e cooperativas privadas.
Vários chefes de Estado de países amigos participaram da celebração, dentre eles Nicolás Maduro, da Venezuela, Evo Morales, da Bolívia, José Mujica do Uruguai e Daniel Ortega, da Nicarágua.
Não havia sinais de Fidel Castro, que deixou o cargo de presidente sete anos atrás após um problema intestinal e raramente aparece em público.
Durante seus discursos, os líderes prometeram solidariedade a Cuba, protestaram contra o “imperialismo” norte-americano e o embargo econômico de Washington, que já dura 51 anos, fizeram elogios ao ex-presidente venezuelano Hugo Chávez e disseram que a revolução cubana inspirou levantes armados e políticos em seus próprios países.
“As bandeiras da rebelião de Moncada continuam pertinentes”, disse Maduro, cujo país fornece bilhões de dólares por ano em petróleo subsidiado para Cuba.
“Cuba, Fidel, Raúl, a revolução cubana, inspiram os povos das nossas Américas e do mundo, acendendo a inextinguível chama da revolução”, declarou Ortega.
Fidel e Raúl Castro, com mais de 100 rebeldes, atacaram o quartel de Moncada em 26 de julho de 1953, mas foram derrotados pelas forças de Fulgêncio Batista.
Os irmãos foram presos e posteriormente libertados. Após um período de exílio no México, eles voltaram a Cuba e reassumiram a rebelião, que resultou na queda de Batista, em 1959.
Fonte: Associated Press/Agência Estado