Apesar de um atraso na eliminação dos agentes químicos sírios, o Conselho de Segurança da ONU espera que não haja atraso em relação ao prazo final de 30 de junho para a total remoção de todos esses materiais, disse na última quarta-feira (08.01), a chefe da missão conjunta da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) e da ONU, Sigrid Kaag.

A remoção dos materiais mais críticos para a posterior destruição em águas internacionais começou na terça-feira (7), uma semana após o prazo definido por meio de acordo entre Rússia e Estados Unidos no qual a Síria renunciou aos agentes necessários para construção de armas químicas e se juntou à Convenção 1992 sobre a proibição do desenvolvimento, produção, armazenagem e uso de armas químicas.

Kaag relatou uma “expectativa coletiva” do Conselho, que acredita não haver motivos para presumir um atraso caso as operações prossigam. Ela ressaltou, porém, que desafios poderiam impedir a missão.

“Também temos de lembrar que a Síria é um país em guerra, a situação de segurança pode mudar de um dia para o outro”, destacou Kaag, citando desafios de logística, entre outros, que atrasaram a obtenção dos equipamentos necessários, como uma greve e um bloqueio da fronteira por causa da neve.

“Quando você olha para todos esses fatores combinados, é realmente um feito notável que quase todos estejam agora no país, estejam sendo pré-posicionados, em uso e que os primeiros movimentos puderam acontecer”, afirmou a chefe da missão.
Na remoção de terça-feira uma primeira quantidade de materiais químicos prioritários foi movida de dois lugares para o porto de Latakaia, onde foi carregada em uma embarcação comercial que navegou para águas internacionais com uma escolta naval da Dinamarca, Noruega e Síria.

Todos os agentes químicos de “prioridade 1” serão destruídas no mar a bordo de um navio dos Estados Unidos por meio de hidrólise. A segurança marítima ainda envolve China e Rússia.

Materiais de prioridade menor serão levados para locais em terra, fora do Síria, para a destruição por empresas em países que concordaram em aceitá-los.

Fonte: Reprodução/ONU Brasil