Chakras

A meta do Yôga é o samádhi, estado de hiperconsciência e megalucidez que somente o Yôga proporciona. Para atingi-lo é necessário o despertamento de uma energia denominada kundaliní. Kundaliní é uma energia ígnea, de natureza neurológica e manifestação sexual. Está latente em todo ser humano e através da prática de um Yôga legítimo pode ser despertada, o que trata o fenômeno do samadhi.

Esta energia ígnea esta dormente dentro do muladhara chakra, localizado no períneo. No Yôga damos importância a sete chakras principais que ficam localizados no eixo da coluna vertebral, desde a base (múládhára chakra) até o alto da cabeça (Sahásrara chakra).

Chakra é um termo sânscrito que significa círculo. Se pronuncia “tchakra”, com “t” na frente pois é assim que soa o seu fonema sânscrito. Estes sete círculos principais tem os nomes respectivos de: múládhára chakra, swádhisthána chakra, manipura chakra, anáhata chakra, vishuddha chakra, ájña chakra e sahásrara chakra.

São centros de força, pois, servem para captar, armazenar e distribuir o prána pelo corpo. Prána é um nome genérico que o Yôga atribui à energia biológica, captada do sol. Conforme seu avanço na senda do Yôga você se torna mais cheio de prána, quanto mais puder captar prána maiores serão seus chakras e vice-versa. Quanto mais prána mais energia, mais poder.

Os chakras são estimulados com as técnicas milenares do Yôga. São estimulados a girar e, girando captam mais prána e crescem em diâmetro e força. Ao nascermos todos temos os chakras girando para o lado direito. Salvo alguns casos em que os chakras podem estar girando para o lado esquerdo. Assim, eles podem ser estimulados a girar tanto para a esquerda quanto para a direita. Essa estimulação produz efeitos opostos. Com o Yôga você só estimulará o sentido dextrógiro, ou seja, para a direita.  O sentido sinistrógiro, para a esquerda, dos chrakras gera força centrípeta, portanto de captação. Assim, favorece a mediunidade, a psicografia, etc. O sentido dextrogiro dos chakras gera força centrípeta, portanto de irradiação. Dessa forma favorecem aos fenômenos de paranormalidade que têm mais afinidade com o Yôga. No Yôga nos tornamos um polo irradiador de energia, refratário a fenômenos mediúnicos. Praticando Yôga jamais seremos permeados, penetrados ou vulnerabilizados por meio algum. Isso nos preserva blindados contra qualquer tipo de comprimento de onda adverso, seja ele emitido pela natureza (forças radiestézicas) ou por outras pessoas (inveja, mentalizações, magia, vudu, macumba, etc.). É muito importante que isso seja compreendido para que o praticante de Yôga não se sinta inferiorizado exatamente pela qualidade que lhe proporciona proteção.

Agora, como saber qual é o sentido dextrogiro?

Parece fácil, é o sentido do giro dos ponteiros do relógio. Até aqui tudo está claro. Só que esse é o giro que os chakras têm quando você enxerga-os olhando para outrem, quando você visualiza os chakras de outra pessoa. Ao imaginar os seus próprios chakras girando você deve imaginar que os está vendo por dentro. É fácil entender se você pegar um relógio com ponteiros e colocar o relógio no seu peito voltando-o para frente de um espelho. No sentido que os ponteiros girarem é o sentido que você deve mentalizar os seus chakras girando.

Os chakras podem ser estimulados a girar por meio de: percussão, fricção, massageamento, calor, mantra, etc. Isso, de fora para dentro. Mas, o único meio de despertá-los de dentro para fora é acordando a kúndaliní, ao passar por dentro de cada chakra ela os desenvolve completamente, estimulando-os plenamente.

Colunista: Shane Nicolodi – Instrutora de SwáSthya Yôga
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