Geleira de Langjökull, Islândia (julho/2013), que diminuiu consideravelmente nas últimas décadas por causa do aumento das temperaturas. Foto: ONU/Eskinder Debebe
Geleira de Langjökull, Islândia (julho/2013), que diminuiu consideravelmente nas últimas décadas por causa do aumento das temperaturas. Foto: ONU/Eskinder Debebe

O ano de 2013 está entre os dez anos mais quentes do mundo desde os primeiros registros modernos em 1850, afirmou a Organização Meteorológica Mundial (OMM), no dia 13 de novembro, acrescentando que o derretimento das calotas polares e geleiras tem contribuído para um aumento recorde no nível dos oceanos.

“As temperaturas desse ano estão quase na mesma média que as de 2001-2010, a década mais quente já registrada”, disse o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud. “Todos os anos têm sido os mais quentes desde 1998, e 2013 continua essa tendência que deve se estender em longo prazo.”

Os primeiros nove meses desse ano estão empatados com os de 2003 como o sétimo mais quente da história, com uma temperatura da superfície da terra e do mar ficando em cerca de 0,48°C.

“As concentrações atmosféricas de dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa atingiram novas máximas em 2012 e nós esperamos que eles atinjam níveis sem precedentes mais uma vez em 2013. Isso significa que estamos comprometidos com um futuro mais quente”, explicou Jarraud.

No entanto, ele observou que as temperaturas da superfície são apenas parte do quadro mais amplo das mudanças climáticas, com seu impacto já sendo sentido no ciclo da água, através de inundações, precipitações e secas extremas.

A declaração anual provisória da OMM sobre o estado do clima global em 2013 aponta que o nível dos oceanos tem aumentado a uma taxa média de 3,2 milímetros por ano. Esse número está próximo da taxa de 2001-2010 de cerca de 3 mm/ano e é o dobro da observada no século 20 de 1,6 mm/ano.

Jarraud ressaltou que, apesar de tufões como o Haiyan não poderem ser diretamente atribuídos à mudança climática, o aumento do nível do mar está fazendo com que as populações costeiras fiquem mais vulneráveis quando ocorrem essas catástrofes.

O secretário-geral acrescentou que, embora a relação entre as mudanças climáticas e a frequência de ciclones tropicais seja um assunto a ser muito pesquisado ainda, é esperado que o impacto seja mais intenso nas próximas décadas.

Fonte: ONU Brasil